quarta-feira, 5 de março de 2008

Servidor de arquivos para a rede local, fácil

compartilhar arquivos no Windows XP é bastante simples. Em resumo, você precisa ativar o "Cliente para redes Microsoft" e o "Compartilhamento de arquivos e impressoras para redes Microsoft" nas propriedades da conexão local e, a partir daí, compartilhar as pastas desejadas através do Windows Explorer. O XP usa o simple sharing por padrão, o que permite que todos os usuários da rede tenham acesso aos compartilhamentos, sem que você precise cadastrar logins de acesso para cada um.
Vamos ver agora como fazer o mesmo usando um pequeno servidor Linux, rodando o Samba. O objetivo do servidor é compartilhar arquivos e impressoras com a rede local de uma forma simples, funcionando como uma espécie de NAS. Você pode tanto fazer esta configuração na sua própria máquina, ou em outro desktop da rede, quanto usar alguma máquina antiga, dedicada à tarefa. Os passos podem ser seguidos na grande maioria das distribuições.
O primeiro passo é instalar o servidor Samba, o que é feito instalando o pacote "samba" usando o gerenciador de pacotes. No Ubuntu ou Debian você usaria o apt-get (apt-get install samba), no Fedora usaria o yum (yum install samba), no Mandriva usaria o urpmi (urpmi samba) e assim por diante.
Muitos preferem configurar o Samba usando o swat, mas com tantas opções ele seria overkill no nosso caso e só iria atrapalhar. Ao invés dele, vamos a uma lista de passos rápidos para configurar o servidor via terminal.
Comece logando-se como root no terminal usando o comando "su -". No caso do Ubuntu você precisa primeiro definir uma senha para o root, usando o comando "sudo passwd".
$ su -

O primeiro passo para configurar o Samba é cadastrar pelo menos uma conta de usuário, usando o comando "smbpasswd -a". Isso é necessário para que o Samba possa autenticar os usuários remotos e possa ler os arquivos dentro das pastas compartilhadas. Apesar de rodar como um serviço, o Samba está subordinado às permissões de acesso do sistema.
Você pode adicionar a sua própria conta de usuário, como em:
# smbpasswd -a gdh
New SMB password:Retype new SMB password:
Se preferir, você pode também criar uma nova conta, exclusiva para uso do Samba, como em:
# adduser joao# smbpasswd -a joao
Normalmente, você precisaria cadastrar várias contas de usuário e distribuir as senhas entre todos que fossem acessar os compartilhamentos. Entretanto, é possível fazer uma configuração mais simples usando uma conta guest. Esta configuração permite que os usuários da rede local acessem os compartilhamentos sem precisarem de um login válido, algo similar ao simple sharing do Windows XP. Não é o tipo de configuração que você usaria em uma grande rede, mas é muito prático para usar em uma pequena rede, onde você conhece todo mundo e simplesmente quer compartilhar os arquivos de uma forma simples.
Depois de cadastrar o usuário, falta configurar o Samba, o que é feito editando o arquivo "/etc/samba/smb.conf". Você pode editá-lo usando o editor que preferir, como em:
# mcedit /etc/samba/smb.confou
# gedit /etc/samba/smb.conf
Muitas distribuições vem configuradas por padrão para não executarem aplicativos gráficos quando você está logado como root no terminal. Ao tentar rodar o programa, você recebe um erro "cannot open display"
Nesses casos, você tem duas opções:
a) Logar-se como root usando o comando "sux" no lugar do "su -", ele ajusta as permissões necessárias, eliminando o problema. Ele é instalado através do pacote de mesmo nome.
b) Usar o sudo para abrir o programa, como em "sudo gedit /etc/samba/smb.conf", nesse caso executando o comando o comando com seu login de usuário e confirmando a sua senha, quando solicitado.
Voltando à edição do arquivo, apague todo o conteúdo do arquivo, deixando-o com o seguinte conteúdo:
[global]netbios name = Spartaserver string = Servidor Sambaworkgroup = Grupolocal master = yesos level = 100preferred master = yeswins support = yes printing = cupsload printers = yes map to guest = bad userguest account = gdh [printers]comment = Impressorasprint ok = yesguest ok = yespath = /var/spool/samba [arquivos]path = /media/hda3/arquivoswritable = yesguest ok = yes
[videos]path = /home/gdh/videoswritable = yesguest ok = yes
As opções a alterar são:
netbios name: Indica o nome do servidor, com o qual ele aparecerá no ambiente de rede.
workgroup: O grupo de trabalho, o mesmo especificado na configuração das outras máquinas da rede.
guest account: Aqui você especifica a conta que cadastramos anteriormente usando o comando "smbpasswd -a".
Os compartilhamentos do Samba seguem uma estrutura muito simples, onde você indica o nome do compartilhamento (da forma como ele aparecerá no ambiente de rede) entre chaves e indica a pasta a que ele dará acesso na opção "path". A opção "writable = yes" faz com que o compartilhamento seja para leitura e escrita e a "guest ok = yes" faz com que ele fique disponível para qualquer usuário da rede, já que qualquer tentativa de acesso com um login de usuário que não existe será mapeada para o usuário "gdh".
Você pode criar mais compartilhamentos usando este mesmo modelo, mudando apenas o nome e a pasta a compartilhar. Com esta configuração, o servidor irá também compartilhar as impressoras instaladas automaticamente, você precisará apenas fornecer os drivers de impressão ao instalá-las nos clientes.
O único cuidado é que o usuário usado na opção "guest account" (o gdh no exemplo) precisa ter acesso completo ao conteúdo das pastas compartilhadas, já que todos os acessos serão feitos através dele. Caso necessário, altere as permissões de acesso às pastas, usando o comando "chown -R", como em:
# chown -R gdh.gdh /media/hda3/arquivos
O "-R" no comando faz com que as alterações seja aplicadas de forma recursiva, atingindo todos os subdiretórios dentro da pasta, enquanto o "gdh.gdh" indica o usuário e o grupo que assumirá o controle.
Uma última observação é que este arquivo de configuração faz com que seu servidor Samba assuma a função de master browser da rede, fornecendo aos clientes a lista dos compartilhamentos disponíveis em toda a rede. Se você for usar esta configuração em mais de um servidor na mesma rede, remova a linha "local master = yes", ou use um número mais baixo na opção "os level =" (nos demais servidores), caso contrário os servidores ficarão continuamente disputando o cargo, o que prejudicará a navegação dos clientes.
As alterações feitas no arquivo de configuração do Samba são aplicadas automaticamente após alguns minutos, mas se você quiser verificar rapidamente uma alteração que acabou de fazer, pode forçar o reinicio do servidor usando o comando:
# /etc/init.d/samba restart(ou /etc/init.d/smb restart, no Fedora e no Mandriva)
Os arquivos dentro dos compartilhamentos podem ser acessados usando o ambiente de redes nos clientes Windows ou clientes como o Smb4K nos clientes Linux. Mas, se você pretender manter o servidor ligado continuamente, o ideal é mapear os compartilhamentos, de forma que eles fiquem acessíveis permanentemente e a conexão seja restaurada durante o login.
Nos clientes Windows, você pode mapear compartilhamentos clicando com o botão direito sobre o "Meu Computador" e usando a opção "Mapear unidade de rede".
Nos clientes Linux, a melhor opção para criar um mapeamento permanente é inserir uma linha diretamente no arquivo "/etc/fstab", que contém a lista das partições e compartilhamentos de rede que o sistema deve montar durante o boot.
O arquivo "/etc/fstab" é um dos principais arquivos de inicialização do sistema e por isso deve ser sempre editado com cuidado. Adicione apenas a nova linha, sem alterar as demais, tomando o cuidado de deixar uma linha em branco no final do arquivo. A linha segue o seguinte modelo:
//servidor/arquivos /mnt/smb smbfs username=gdh,password=1234,uid=joao 0 0
O "//servidor/arquivos" é o caminho para o compartilhamento na rede, incluindo o endereço IP ou nome do servidor e o nome do compartilhamento que será montado, o "mnt/smb" é a pasta local onde ele será montado, o "smbfs" indica o sistema de arquivos, o "username=gdh,password=1234" indica o login e senha que serão usados para acessar o servidor, o "uid=joao" indica o usuário local (no cliente Linux) que terá acesso completo aos arquivos dentro da pasta montada, enquanto o "0 0" é um "nada a declarar", que indica que não temos opções adicionais.
Dentro do nosso exemplo, poderíamos usar a linha:
//192.168.1.254/videos /media/videos smbfs username=fulano,password=1234,uid=gdhnet 0 0
Veja que, por segurança, preferi especificar diretamente o endereço IP do servidor, de forma a evitar qualquer possibilidade de problemas relacionado à resolução do nome. Como nosso servidor foi configurado para permitir o acesso usando a conta guest, posso colocar qualquer login na opção "username=" e qualquer senha na "password=". O "gdhnet" indica a conta que uso no cliente Linux, com a qual vou acessar a pasta onde o compartilhamento será montado.
Para que a alteração entre em vigor sem precisar reiniciar o micro, use o comando "mount -a" (no cliente), como root.
Com o compartilhamento montado, você pode acessar os arquivos da mesma forma que acessaria uma partição local, inclusive abrindo arquivos e vídeo e audio sem precisar copiá-los para a sua máquina previamente. A única observação é que a banda da rede precisa ser suficiente para transferir o arquivo na velocidade necessária para exibí-lo, de forma que assistir um vídeo em alta resolução, através de uma rede wireless lenta ou congestionada pode resultar em um vídeo saltado.

Dicas para tirar melhores fotografias digitais

Hoje em dia quase não se ouve falar em máquinas fotográficas analógicas, aquelas “de filme”. As máquinas digitais se expandiram, se tornaram populares, trazendo muitas vantagens. A fotografia em si ficou mais barata. Você pode bater quantas fotos quiser, ver na hora se ficaram boas ou não, e o melhor de tudo, quase sem custo – se comparado ao que você gastaria com uma câmera analógica.
Ao mesmo tempo que traz tanta praticidade e facilidades, as câmeras digitais têm diversas especificações, e há grandes diferenças entre os modelos e recursos. Iniciantes ficam confusos, ou se deixam iludir por alguns vendedores que prometem “milagres”. Para tirar boas fotos digitais é preciso entender alguns conceitos utilizados pelas câmeras, saber manuseá-las, e é claro, entendendo o que se está mandando fazer – sempre em busca de melhores imagens. Definitivamente, não basta apontar a câmera e clicar.
A decepção com fotos ruins pode ser muito grave, especialmente em momentos que nunca mais voltarão. A escolha da câmera certa para você pode não ser uma decisão fácil. Uma câmera inadequada aos seus objetivos lhe trará dores de cabeça, problemas e muita, mas muita decepção.
Profissionais da área sabem como lidar com as situações, mas os leigos, “fotógrafos amadores” ficam muitas vezes perdidos. Este texto lhe trará algumas orientações e considerações importantes para tirar melhores fotos, aproveitando ao máximo os recursos de sua câmera, e os momentos do seu dia-a-dia.

Sobre recursos das câmeras, e várias dicas

Variando muito de modelo para modelo, fabricante para fabricante, as câmeras digitais têm algumas propriedades e recursos que você deve conhecer e saber manuseá-los.
Para começar, você deve saber que existem vários tipos de câmeras, mas todas elas podem ser agrupadas em dois grupos basicamente: as compactas e populares, destinadas a todo tipo de usuário, e as profissionais, destinadas a fotógrafos que trabalham na área ou precisam de bons resultados impressos. A maioria das câmeras “pessoais”, digamos assim, têm recursos automatizados que lhe deixa despreocupado(a) quanto à abertura do diafragma, tempo de exposição, nível de ISO, etc – em contrapartida, quando você quer alterar algum valor avançado em busca de melhores fotos, em situações específicas, elas podem lhe deixar a ver navios, sem permitir que você altere alguns valores fundamentais. Nesse ponto as profissionais são mais complexas, porém, mais robustas e versáteis (nem precisa dizer que são também mais caras :p).
Uma das primeiras coisas a se observar é a lente da câmera. Por ela é que começa a fotografia, por ela é que “entra” a imagem. Câmeras com boas lentes normalmente são mais caras, mas há câmeras razoáveis a preços acessíveis. Fique atento ao número que representa a abertura mínima e máxima da lente, responsável pela luminosidade. Esse número normalmente vem indicado com a letra f, bem próximo à lente da câmera, por exemplo, f = 6.1.Quanto menor for esse valor, mais luminosa é a lente, ou seja: a câmera poderá oferecer imagens mais nítidas e brilhantes, sendo boas também em ambientes com pouca luz.
O foco pode ser ajustado nas câmeras mais profissionais com melhor precisão. Normalmente as câmeras amadoras e de uso geral possuem foco fixo automático, e apenas dois modos de focalização: para objetos próximos (cerca de 10 a 20 cm da lente) ou distantes, englobando de 20cm da lente até o infinito. Quase sempre o foco pode ser alterado mudando um botãozinho, um “jumper” na lateral da câmera. Não se esqueça de ver no manual do seu aparelho em qual posição é tal foco, pois bater fotos de paisagens ou coisas distantes da câmera com o foco ajustado para objetos próximos, ou vice versa, lhe trará resultados horrorosos.
O zoom é um recurso de aproximação da imagem, desejado e admirado por muitos – profissionais e amadores. É obrigatório a câmera ter zoom óptico se você quiser usar o recurso de zoom nas suas fotos – ignore o zoom digital. O zoom óptico é físico, envolve aproximação e afastamento das lentes. Ele aproxima a imagem analogicamente, sem perder a qualidade, antes de a imagem ser registrada pela câmera. Já o zoom digital é, como o nome diz, digital, processado digitalmente, pelo processador da câmera. Ele não passa de uma ampliação via software. Se for para usá-lo em fotos, prefira não utilizá-lo, e amplie sua imagem em algum programa gráfico (de preferência, usando o zoom bicúbico, que oferece melhor qualidade); o resultado da ampliação da imagem pronta num programa de computador poderá ser melhor do que a ampliação fornecida pela câmera. Algumas câmeras possuem tanto zoom óptico como digital, fique atento a isso. Zoom de verdade é o óptico.
Bem vindo(a) ao mundo dos “megapixels”, unidade abreviada como MP. Você certamente já ouviu falar nisso. Quanto maior, melhor, mas tem lá seus limites. Se você não pretende ampliar muito determinadas seções das imagens, uma câmera boa de uns 3 MP pode lhe satisfazer. Câmeras que oferecem mais megapixels capturam mais detalhes das imagens, por área quadrada; são ótimas para tirar fotos grandes (para impressão em alta resolução), além de pegarem mais detalhes da imagem (pessoas na janela de um prédio, por exemplo, ao aproximar – ampliar – a imagem). O resultado é uma imagem maior, em largura e altura, e em área, conseqüentemente. Celulares populares com câmera normalmente têm câmera VGA, fornecendo a resolução máxima de 640x480 pixels (ou 0,3 MP). A imagem é pequena e captura poucos detalhes do ambiente; se você tentar ampliá-la ou imprimi-la num tamanho razoável, como 10x15cm, por exemplo, sentirá que a imagem ficou ruim. Uma câmera com uns 3 MP gera imagens boas normalmente para ampliação até uma folha A4 mais ou menos, mas ainda assim depende de o objeto desejado estar ocupando a maior área possível. Sem contar que, em algumas situações, o valor real de megapixels pode ser considerado mais baixo, dependendo da luminosidade, ajustes e do ambiente em si. Com mais megapixels, você pode tirar fotos mais à vontade, sem se preocupar tanto com o zoom ou de se aproximar do objeto. Mesmo que ele fique no centro da foto, distante, você poderá recortá-lo e ainda assim obter uma imagem com qualidade num tamanho agradável. Hoje são comuns câmeras de 7 MP, chegando aos 10 ou um pouco mais do que isso. Dados os benefícios e preços, é besteira comprar uma câmera com menos de 5 MP hoje em dia (exceto no caso de aparelhos de telefone celular com câmera, onde o preço por megapixel ainda é muito alto). E mesmo assim, os aparelhos com câmera acopladas são para situações mais rápidas. Apesar de alguns tirarem ótimas fotos, você consegue resultados melhores e/ou pelo menos mais personalizáveis, apenas com câmeras mesmo.
Algumas câmeras oferecem uma quantidade maior de megapixels por interpolação (junção de cores próximas para formar novos pixels). Evite usar esse modo, ele geralmente não é o padrão nas câmeras que possuem o recurso, mas pode ser escolhido caso o usuário queira. O resultado é uma foto maior, como se fosse ampliada por um programa de computador, sem a mesma qualidade de uma foto com a mesma resolução real numérica.
Normalmente a quantidade de MP suportada pela câmera é o único fator que leva as pessoas a considerarem a câmera como “boa” ou “ruim”. Não é por aí. Você deve levar em consideração várias outras coisas, como a possibilidade do modo automático ou manual, flash embutido, dar preferência a zoom óptico, entre outras coisas, como armazenamento e alimentação (fonte de energia, de preferência algo fácil de recarregar ou encontrado em qualquer lugar, como as pilhas AA ou AAA).
A maioria das câmeras compactas fazem boas fotos na maioria das situações, usando um modo automático, onde um sensor na câmera detecta a iluminação do ambiente e cuida de ajustar os parâmetros “pensando” numa melhor imagem. Mas em várias situações, pode ser interessante querer ajustar alguns parâmetros manualmente, como o tempo de exposição da lente, especialmente para fotos noturnas ou em movimento. Vale conferir se a câmera possui apenas o modo automático, ou se ela permite definir ajustes manualmente também. A maioria das câmeras, mesmo as mais baratas, permitem configurações pré-selecionadas, como para fotos noturnas, em dias nublados, ensolarados, ou com pouca iluminação - etc.
Um outro recurso que vale observar é o estabilizador de imagem. Assim como o zoom, ele pode ser óptico (físico, feito pela lente) ou digital. Ele separa várias imagens, e faz uma mesclagem delas, para formar a foto – visando corrigir tremedeiras, afinal é comum tirar fotos tremidas. O estabilizador digital muitas vezes reduz a qualidade da imagem, é bom tomar cuidado ao usar esse recurso. Concentre-se, respire fundo, evite tremer. Se for o caso, use um tripé, ou apóie a câmera em algum lugar em que ela não se mova. O maior problema ao tremer se percebe com fotos noturnas ou em ambientes com pouca luz, onde o obturador fica aberto por mais tempo, justamente para aproveitar “mais luz”, já que o ambiente está escuro. Isso causa a impressão de um “filme” com as cenas sobrepostas, sendo comum também em cenas de movimentos. Veja uma foto tremida, no escuro, como ficaria:
Totalmente perdida :p (repare nas luzes, o que acontece, no canto superior esquerdo; além de estar sem flash!)
Algumas vezes é possível aumentar o tempo do obturador (aumentando o valor E.V. da câmera) para obter efeitos desejados também, como em um carro em movimento, por exemplo, para que as laterais saiam tremidas, dando um “efeito” agradável na imagem sem precisar usar um programa no computador. Você conseguirá fazer isso satisfatoriamente só com a prática.
O ISO é uma grandeza muito importante também para a qualidade da foto. Ele determina a quantidade de luz necessária para tirar a foto, influenciando diretamente na luminosidade da imagem (mais clara ou mais escura), afetando diretamente a qualidade – e sim, como talvez você tenha pensado (pelo nome), os valores são padronizados pela ISO, International Organization for Standardization. Quando aplicado incorretamente, tende a gerar fotos com “chuviscados” ou muito brancas, por exemplo, misturando o horizonte com o céu. Quanto maior o ISO, mais sensível será a iluminação, precisando de menos luz para realizar a imagem, permitindo tirar melhores fotos no escuro, e à noite (também combinado com o ajuste de E.V.). O ISO pode ser configurado manualmente em câmeras mais profissionais, e nas amadoras e de uso geral normalmente ele é definido pela câmera automaticamente. Algumas estabelecem alguns valores para escolha, como 100, 200, 400 ou 800, por exemplo. Em ambientes com muita luz, use o menor ISO possível – isso inclui dias ensolarados. Caso contrário, as cores claras ficarão muito, mas muito claras, estragando a foto. Veja uma que tirei num dia ensolarado, com ISO 400:
Repare que a lateral do ônibus ficou com cores irreais, e há um “chuviscado” na imagem, perdendo muitos detalhes – o que numa foto de 5 MP, nessa distância, não deveria acontecer. E o ponto pior, o cruzamento do horizonte com o céu, que se misturam: mal se pode ver o prédio ao meio, parecendo uma torre, pois se confunde com o céu. Se essa foto fosse tirada com um ISO menor, ou mesmo com o ISO automático fornecido pela câmera, o resultado seria bem diferente.
Para dias nublados, ou locais internos com uma iluminação não muito boa, o ISO 200 ou 400 pode ser melhor. Em fotos noturnas, com muito pouca iluminação, use um valor maior para o ISO, e não se esqueça de tomar cuidado em manter a câmera fixa, sem tremores. Tirar fotos de objetos em movimento à noite é uma tarefa árdua, e boa parte das câmeras populares não conseguem fazer isso nem com reza brava. Se você precisar de algo assim, deverá procurar uma câmera mais profissional, com melhores estabilizadores de imagens e possibilidade de uso de um valor ISO mais alto. Isso é fácil de se perceber em baladas, festas em geral ou para fotos de automóveis em movimento à noite. Algumas vezes as fotos saem boas, por algumas características especiais em conjunto (luzes, iluminação do objeto a ser fotografado, etc) ou por “sorte” mesmo :p
Em fotos noturnas, é essencial ficar atento à exposição, ao valor do ISO aplicado. Algumas máquinas têm um modo de fotos noturnas, quase sempre esse modo ajuda bastante – deixando tanto objetos próximos como distantes, registrados com poucos erros. O pior em fotos noturnas é a tremedeira natural do ser humano – e com o ISO mais alto, o tempo de exposição é maior, transformando os objetos em movimento num feixe de luz (seja movimento próprio como no caso de automóveis, pessoas, etc, ou movimentos devido as tremedeiras do fotógrafo), como mostrei na imagem mais acima – a da praia. Uma dica é respirar fundo, segurar a respiração e bater a foto – você fica mais estável. Não se esqueça de usar tripé também (algumas câmeras acompanham um tripé pequenininho, dá para apoiar em alguma superfície plana estável).
O flash também é importante, claro – mas tem um alcance em geral muito curto, de 1, 2 a uns 5 metros. Em fotos noturnas, só o utilize mesmo para fotografar coisas próximas, como pessoas ou detalhes de objetos perto de você. Se a foto ficar muito clara com o flash (ou toda branca), experimente diminuir o valor do ISO – mesmo estando escuro em volta, a foto será capturada com a luz do flash, vale tentar uma combinação agradável. Para fotografar ambientes, é bom ter iluminação própria (leia-se: não o flash da câmera) e “espalhada” em alguns pontos, caso contrário não se verá praticamente nada. E o óbvio, mas que muita gente esquece ou faz sem pensar: se o que você quer fotografar está longe, esqueça o flash! Em shows, por exemplo. Bater foto com flash só vai pegar as cabeças de pessoas próximas, até tirando o destaque do que você realmente quer – o palco. A maioria das câmeras têm pelo menos 3 modos de flash: automático, desativado e forçado. O automático nem sempre é o ideal, por exemplo ao tirar uma foto de alguém contra o sol. A claridade do sol ofuscará o rosto da pessoa, e o flash não será disparado se estiver no automático, devido à claridade detectada pela câmera. Neste caso, use o flash forçado, para que ele ilumine a face da pessoa (ou o objeto a ser fotografado), mesmo com a luz forte do sol atrás. Algumas outras têm redutor de olhos vermelhos, que geralmente consistem em bater duas vezes o flash, bem rapidamente, e tirar a foto somente na segunda batida. Isso evita que as veias oculares apareçam “despreparadas”, reduzindo ou até mesmo eliminando os “olhos vermelhos”, efeito comum de se perceber em fotos à noite ou em ambientes com pouca luz em geral. Além dos modos automático, forçado e desativado (para o flash), algumas câmeras têm diferentes níveis de intensidade da luz (flash mais forte ou mais fraco). Não confunda esses níveis com os modos de uso ou não do flash.
Outras medidas importantes independem das câmeras, e são intuitivas demais até, mas vale a pena comentar. Para fotografar rostos de crianças, abaixe-se, fique em nível com elas. Fica uma foto mais natural. E claro, sempre: tome muito cuidado com o fundo. Uma foto com um fundo comprometedor ou “zuado” estraga a foto. Centralize a pessoa, use o zoom se necessário (se for zoom digital, prefira não utilizá-lo; chegue mais perto neste caso, ou prefira uma câmera que ofereça uma resolução maior em megapixels).
Quanto aos formatos de arquivos... A maioria das câmeras populares salvam as imagens obtidas em JPEG, permitindo escolher a qualidade entre ótima, boa e baixa (leia-se “ruim”). Essa qualidade normalmente se refere ao nível de compressão JPEG, utilizado na geração da imagem, e quase sempre é representado na câmera por estrelinhas (3 estrelinhas geralmente quer dizer alta qualidade). As fotos em alta qualidade ocupam mais espaço, mas são, como era de se esperar, melhores. Mesmo estando em “alta qualidade”, raramente as câmeras usam o nível 100 do JPEG, geralmente salvando no nível 90 e pouco. Algumas câmeras profissionais salvam em outros formatos, como TIFF ou RAW, evitando perda de qualidade com a compressão JPEG – mas gerando arquivos bem maiores. A quantidade de fotos que cabem na memória da câmera ou cartão é muito variável, dependendo da resolução (tamanho da imagem em pontos), qualidade, e dos detalhes das imagens em si – um arquivo de uma foto com predominância de uma só cor, tende a ser mais leve do que o de uma foto com mais elementos. Uma foto em resolução de 5 MP com alta qualidade ocupa, em média, de 1 a 1,5 MB.
Algumas câmeras possuem compatibilidade com o modo picture-bridge, permitindo imprimir as fotos diretamente a partir da câmera, conectando-a numa impressora com entrada própria para isso (geralmente USB). Se você gosta de praticidade e quer algo mais independente de computador, pode optar por câmeras com esse recurso. Mas sempre é bom passar as fotos para um computador e guardar em CDs ou DVDs. A foto impressa não poderá ser reproduzida com qualidade posteriormente, caso você deseje mais “exemplares”. Guarde o arquivo, que seria o correspondente ao “negativo”, utilizado pelas câmeras analógicas. Ah, e saiba que em geral é errado falar “revelar” fotos digitais, afinal elas já estão prontas e com as cores definidas diretamente nos arquivos. As fotos analógicas trabalham de forma diferente, onde o material do filme precisa passar por processos químicos, até que se obtenha um resultado visível com qualidade para o olho humano. O termo mais correto seria mesmo “imprimir” as fotos, mesmo que em papel fotográfico tradicional. Hoje em dia custa cerca de R$ 0,50 por foto 10x15cm, para quem não gosta de álbuns virtuais ou quer “pegar” nas fotos, pode valer a pena manter cópias impressas também :)
Dependendo do tamanho do arquivo e da resolução, a gravação da foto pode ser lenta. Isso toma mais tempo entre uma foto e outra. Essa é uma desvantagem grave das câmeras digitais, perto das suas antepassadas analógicas. É bom usar cartões de memória de marcas renomadas, com alta velocidade de escrita (aproveitando a dica, prefira câmeras compatíveis com USB 2.0, para passar as fotos para o PC mais rapidamente também). Além do tempo de gravação, tem o tempo de processamento da câmera, que se assemelha a um computador. As câmeras têm processador de dados também, para tratar a imagem e salvá-la na memória. Em algumas marcas, especialmente de baixo custo, esses processadores podem ser mais lentos, tomando mais tempo para liberar a câmera para uma nova foto. Às vezes são um, dois segundos, três, que seja – é um tempo que atrapalha e pode fazer você perder algumas imagens, dependendo da situação. Isso você deve verificar na hora de comprar a câmera, afinal não é um defeito, vem a ser uma característica. Algumas câmeras têm disparos seqüenciais, onde tiram duas ou três fotos “seguidas”. Pode ser interessante usar esse modo também, se você precisar de fotos de algum objeto em movimento, por exemplo. Nem é preciso falar também que o tempo necessário para produzir a foto será maior em fotos com ISO mais alto, onde o obturador deverá ficar mais tempo aberto, para capturar mais luz.

Ajustes no computador

Algumas câmeras possuem “efeitos” que podem ser aplicados, tais como sépia (simulação de fotos antigas, amareladas), preto e branco, e ajustes de brilho/contraste/níveis de cores. Não é bom usar os recursos das câmeras, a menos que você não saiba manusear minimamente um software de edição de imagens para PC. Digo que não é bom usar os recursos das câmeras apenas para que você tenha a foto “original”. Com ela, você poderá modificar e aplicar efeitos posteriormente, tendo uma gama maior de opções. Se você tirar uma foto no modo preto e branco, por exemplo, nunca conseguirá tê-la colorida como a original; já tirando “normal”, você poderá tê-la em preto e branco com qualidade, mantendo a normal colorida :)
Há muitos softwares no mercado para edição de imagens. O popular Photoshop é profissional, até relativamente difícil de se aprender a mexer com perfeição. Para recursos básicos, alguns programas gratuitos dão conta do recado, como o Paint .NET (para Windows) ou GIMP (tanto para Linux como para Windows). Há ainda programas voltados a usuários leigos ou “comuns”, chamados de gerenciadores de imagens. Um dos mais fáceis de usar – e gratuito – é o Picasa, do Google. Ajuste de brilho, saturação, contraste, olhos vermelhos, balanço de branco, rotação e uma série de outras coisas podem ser feitas em poucos cliques com ele:
Além disso, programas como esses possuem modos “automáticos” de correção, que quase sempre ajudam bastante. Mas dependendo da qualidade da foto tirada, não há muito milagre a ser feito, especialmente no caso de fotos noturnas ou tiradas com um ISO inadequado. No caso do Picasa, o modo “automático” pode ser conseguido com o botão “Estou com sorte”.
Bons ajustes manuais estão nos níveis de cores, além do equilíbrio de branco – que pode tornar as fotos mais amareladas ou azuladas, ou então reduzir as tendências a essas cores, automaticamente aumentando a tendência de outras. Alguns programas possuem ajustes automáticos de níveis das cores, ajustando automaticamente os níveis RGB (reg, green, blue; verde, vermelho e azul). Quase sempre eles dão uma boa melhora na imagem – mas você também pode ajustar valores independentes para as cores vermelho, verde e azul. Uma imagem um pouco escura ou com cores distorcidas pode ser facilmente corrigida ao aplicar o ajuste de níveis de cores. Você encontra esses ajustes normalmente nos menus “Filtros” ou “Correções”, de programas como Phoshop, Fireworks, GIMP, etc. Editores básicos muitas vezes não possuem esse tipo de ajuste.
Apesar de ser comum o uso de RGB no computador, na hora de ser impressa, normalmente as imagens são convertidas em CMYK (Cyan, Magenta, Yellow, Black), sistema de cores mais usado para impressão. Isso pode fazer com que algumas cores não saiam exatamente como você via na tela. Em alguns programas, você pode converter a imagem para cores CMYK, obtendo uma maior fidelidade nas cores exibidas e as correspondentes que serão impressas – mas dominar isso já é algo mais avançado. Algumas imagens não precisam de ajustes para serem impressas, mas é bom retocar fotos apagadas, com cores foscas (especialmente ajustando os níveis de cores), para que fiquem mais brilhantes e com as cores mais consistentes. Quase sempre, aplicar o ajuste automático de níveis de cores, reduz o problema de fotos foscas ou sem brilho. Em fotos muito claras, diminuir um pouco o brilho via software também ajuda.
Alguns serviços de impressão aplicam alguns ajustes automaticamente, inclusive mesmo que você não peça, visando obter melhores imagens. Tenha em mente que imprimir imagens é muito diferente de imprimir textos. Impressoras caseiras quase nunca oferecem boa qualidade de impressão, além da questão do tipo de papel utilizado e quantidade de tinta – fora o preço da tinta, claro. Geralmente vale mais a pena mandar imprimir em serviços de revelação, afinal quem quer se manter no mercado, hoje fornece impressão de fotos digitais em papel fotográfico convencional.
Algumas palavras para finalizar: experimente! Explore. Teste. Não desista. Faça inúmeros testes, em diferentes configurações e situações, até se acostumar com sua câmera. Você estará mais preparado(a) para tirar melhores fotos, evitando desperdiçar momentos especiais da sua vida que nunca mais voltarão.

Configurando um servidor Linux doméstico, fácil

Quando as conexões de banda larga começaram a se tornar populares, por volta de 2000, compartilhar a conexão se tornou uma dúvida comum, já que compartilhar uma conexão ininterrupta faz muito mais sentido do que compartilhar a conexão via modem. No começo, era muito comum serem usados PCs com o Windows 98 ou 2000, compartilhando a conexão através do ICS, ou micros antigos rodando mini-distribuições Linux especializadas na tarefa, como o antigo Coyote.
Hoje em dia, compartilhar a conexão deixou de ser um problema, já que praticamente qualquer modem ADSL pode ser configurado como roteador, sem falar dos pontos de acesso com funções de roteador e da enorme variedade de servidores domésticos que temos no mercado.
Vamos então a um tutorial rápido de como compartilhar a conexão no Linux, usando um PC com duas placas de rede, aproveitando para incluir também alguns recursos adicionais no servidor, instalando também um proxy transparente e um servidor DHCP. Este mesmo servidor pode ser configurado também como um servidor de arquivos e impressoras para a rede, assumindo também o papel de NAS.
Os passos a seguir podem ser usados em praticamente qualquer distribuição, de forma que você pode usar a que tiver mais familiaridade. Também não é necessário reservar um PC só para compartilhar a conexão: você pode perfeitamente usar seu próprio micro, ou outro que fique ligado continuamente.
Se você não se importar em fazer a configuração via linha de comando, você pode utilizar um PC antigo, instalando a versão server do Ubuntu. Ela está disponível no http://www.ubuntu.com/getubuntu/downloadmirrors, juntamente com a versão principal, mas é um pouco menor, com cerca de 500 MB.
Ao contrário da versão desktop, que carrega o ambiente gráfico por padrão e precisa de um PC com pelo menos 256 MB de memória RAM para rodar, a versão server usa um instalador simples, em modo texto (o mesmo usado nas primeiras versões), e pode ser instalada mesmo em micros com apenas 32 MB de memória RAM:
Esta versão instala apenas os pacotes básicos, sem o ambiente gráfico, por isso o boot depois da instalação é feito em modo texto. Logue-se usando a conta criada durante a instalação e use o comando "sudo passwd" para definir a senha de root. A partir daí você pode se logar diretamente como root, como em outras distribuições:
$ sudo passwd
Inicialmente, o Ubuntu server vem apenas com o vi instalado, que não é um editor de texto particularmente amigável, mas, depois de fazer a configuração inicial da rede (editando o arquivo "/etc/network/interfaces"), você pode instalar outro editor mais amigável, como o mcedit (que faz parte do pacote "mc"), o "joe" ou o "nano". Não importa muito qual editor resolva usar, o importante é que você se sinta confortável com pelo menos um deles.
Um exemplo de arquivo "/etc/network/interfaces" configurado é:
# /etc/network/interfacesauto lo eth0iface lo inet loopbackiface eth0 inet staticaddress 192.168.1.2netmask 255.255.255.0network 192.168.1.0broadcast 192.168.1.255gateway 192.168.1.1
O arquivo é dividido em duas partes. A linha "auto ..." lista as interfaces que devem ser ativadas automaticamente e as demais contém a configuração de cada uma. Para configurar uma nova placa de rede, você adicionaria a configuração relacionada a ela no final do arquivo e a adicionaria na linha "auto", como em "auto lo eth0 eth1". Se, por outro lado, você quiser desativar uma interface, precisa apenas removê-la da linha auto, não é preciso remover as demais linhas.
A interface "lo" é a interface de loopback, usada para a comunicação local entre diversos aplicativos e componentes do sistema, por isso nunca deve ser desativada. Embora o uso da interface de loopback pareça ser uma exclusividade do Linux, ela é usada também no Windows; a única diferença é que no Windows ela não aparece na configuração.
Em seguida temos a configuração de cada interface, que vai em uma seção separada. No caso da interface lo é usada uma única linha, "iface lo inet loopback", usada em qualquer instalação, seguida pelas demais interfaces.
Como você pode ver, as últimas 5 linhas na configuração da placa eth0 especificam o IP utilizado pelo PC e o restante da configuração da rede, com exceção dos endereços dos servidores DNS, que vão no arquivo "/etc/resolv.conf".
Se você quisesse que a interface fosse configurada via DHCP, poderia substituir as 6 linhas referentes a ela por:
iface eth0 inet dhcp
Ao configurar um servidor com duas placas de rede, onde a eth0 está ligada à rede local e a eth1 ao cable modem (obtendo o endereço via DHCP), por exemplo, o arquivo ficaria:
# /etc/network/interfaces
auto lo eth0 eth1
iface lo inet loopbackiface eth0 inet staticaddress 192.168.1.1netmask 255.255.255.0network 192.168.1.0broadcast 192.168.1.255
iface eth1 inet dhcp
Veja que nesse caso a configuração da interface eth0 não inclui o gateway, pois é a eth1 que será usada para acessar a web.
Depois de editar o arquivo, você pode aplicar as alterações reiniciando o serviço relacionado a ele:
# /etc/init.d/networking restart
Um problema comum que afeta versões do Debian, Ubuntu e distribuições baseadas neles é as interfaces mudarem de endereço a cada reset em micros com duas ou mais interfaces de rede. A placa eth0 passa então a ser a ath1 e assim por diante, o pode ser uma grande dor de cabeça ao configurar um servidor para compartilhar a conexão, já que se as duas interfaces mudam de posição, nada funciona.
A solução para o problema é um pequeno utilitário chamado "ifrename", que permite fixar os devices utilizados para as placas. Utilizá-lo é bem simples. Comece instalando o pacote via apt-get:
# apt-get install ifrename
Crie o arquivo "/etc/iftab" e, dentro dele, relacione o device de cada interface com o endereço MAC correspondente, seguindo o modelo abaixo:

#/etc/iftabeth0 mac 00:11:D8:76:59:2Eeth1 mac 00:E0:7D:9B:F8:01
Em caso de dúvida, use o comando "ifconfig -a" para ver a configuração atual das placas e o endereço MAC de cada uma. Uma vez criado, o arquivo é verificado a cada boot e a configuração se torna persistente, resolvendo o problema. Este bug das interfaces itinerantes afeta apenas algumas distribuições, por isso você não precisa se preocupar com ele até que perceba que está usando uma das afetadas.
O Ubuntu server vem com o servidor SSH instalado por padrão, de forma que depois de configurar a rede, você pode fazer todo o resto da configuração confortavelmente a partir do seu micro. Uma dica é que ao utilizar o joe, o nano ou o vi (o mcedit não suporta o uso do clipboard), você pode usar o botão central do mouse para colar texto dentro do terminal, o que é muito útil quando você tem um modelo de configuração pronto pra usar.
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ApresentaçãoCompartilhando a conexãoAdicionando um proxy transparenteAdicionando um servidor DHCP

Glossário
Servidor
Linux
Proxy (servidor)
RAM
PC
Network
Modem
Roteador
Apt-get
Windows
Web
SSH
Servidor de arquivos
Mac (endereço)
Mac
Bug
DHCP
Broadcast
Bot
Boot
DNS
DNS
ADSL
Interface
ICS
Gateway
AT

Mirax Lança o Notebook GX 7000

fabricante brasileira de notebooks Mirax coloca no mercado o modelo GX 7000, com tela de 17" e placa de vídeo Nvidia Geforce 8600M GT. Tem 512 MB de memória dedicada de vídeo e suporte DirectX 10. O novo laptop tem 2GB de memória, leitor e gravador de DVD, tela de 17", resolução do display de 1650 x 1050 WSXGA, placa de som onboard Intel ICH8-M, quatro speakers (1,5W) e um woofer, saídas de vídeo VGA e HDMI, rede Gigabit Ethernet 10/100/1000, além de webcam de 1,3 megapixel. Conta ainda com plataforma Intel Centrino Duo Santa Rosa, processador Intel Core 2 Duo T7250 de 2 GHz, placa- mãe MSI GX 1719 Chipset Intel PM 965, disco rígido de 160 GB, wi-fi, três entradas USB e uma FireWire, Bluetooth opcional, PCExpress Card, leitores dos cartões de memória SD, MMC, MS e MSPRO e mouse Touch Pad. O produto pesa 3,4 kg sem a bateria e tem garantia de 1 ano. O preço sugerido é de R$ 4.699.

AMD Apresenta Chipset 780G

A AMD anunciou a chegada do chipset 780G, indicado para games e vídeos 'full HD' (de alta definição). Além disso, o chipset oferece economia no consumo de energia. Para os 'gamers', a novidade fica com o chip gráfico integrado HD3200 e suporte à tecnologia ATI Hybrid que permite aumentar o desempenho gráfico somando a força do vídeo integrado com uma placa gráfica adicional. Vale lembrar que essa tecnologia "híbrida" só é aceita pelo Windows Vista. A AMD afirmou que o chipset já está disponível para os mais de 40 parceiros da AMD. Os PCs com placas-mãe baseadas nesse chipset devem chegar ao mercado a partir de maio.

Chega ao Brasil Gabinete Fatal1ty FC-ZE1

Fabricado em alumínio, o gabinete garante a refrigeração também com duas ventoinhas frontais de 92 mm e uma traseira de 120 mm. Para agradar os fãs de 'casemod', os fans possuem leds vermelhos que iluminam a parte interna da CPU. Possui uma tampa lateral com trava, facilitando o acesso ao interior do case e conta com cinco baias externas, de 3,5” e 5,5”, e mais sete slots. Traz duas entradas USB 2.0, além de entradas de áudio para microfone e fone de ouvido e IEEE 1394 para placa fireware.
No Brasil, o gabinete é distribuído pela CASEMall e tem preço sugerido de R$ 1.650.
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